terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Escola e Bebês: como tomar essa decisão? *


Olá Pessoas!!!
O blog está de volta! Estou com milhões de ideias pra postar aqui e novas histórias do Francisco para dividir com vocês. Enquanto não me organizo para escrever tudo o que quero, decidi revisitar alguns posts antigos do blog. Como estamos na fase de volta às aulas, começamos então com esse post publicado em junho de 2009. A partir desse quero escrever sobre o assunto, falando agora da fase em que está o Francisco: nova escola, mudança de cidade, etc. Aguardem que vem muita coisa boa por aí. Enquanto isso, fiquem com esse post que é um dos mais visitados do blog! 
bjinhos,
Ale
*Este é um post antigo, publicado em junho de 2009. 

Quando decidimos colocar o Francisco numa escolinha, choveu críticas e questionamentos. A família e os amigos diziam que ele era muito novinho (11 meses quando foi pra aula pela primeira vez), de que era cedo, que podíamos esperar ele crescer mais um pouquinho. Mas é fácil você falar e criticar, difícil é ter um bebê em casa que quer atenção o tempo todo, e você tem casa pra cuidar, trabalho pra fazer, faculdade pra terminar. Essas coisas não passam pela cabeça das pessoas,  que cada um tem suas atividades diárias e não podem ficar paradas. E se você trabalha em casa, como eu, as pessoas não acham que seja um grande problema ter que ficar atrás do bebê engatinhando pela casa toda.

Depois de muito pensar e repensar, analisar prós e contras e finalmente decidir que já era hora comecei então uma pesquisa nas escolas próximas de casa. Peguei informações na internet, folders, informações com outros pais e reuni todo o material necessário para decidir qual era a melhor opção no caso do meu filho.

É importante nesse momento de escolha do local que você tenha toda a informação possível sobre o estabelecimento que vai cuidar do seu filho. Você deve ficar segura que ele estará bem cuidado e que a escola reúna todas as condições para melhor atender o pequeno, na fase em que ele se encontrar.

No meu caso, decidi por dois colégios que eu já conhecia de nome e de indicações de amigos, e que cabiam no meu orçamento. Agora faltava visitar o espaço e ver se as escolas atendiam a todas as minhas expectativas quanto ao local e ambiente. Acho esse o ponto mais importante: nós, como pais e mães, precisamos estar seguros que nossos filhos estarão bem  e que o ambiente esteja de acordo com nossos interesses.

Armada de todas as informações segui rumo à primeira escola pra visitar o espaço e entender a metodologia da mesma. Já na portaria me repassaram um folder com preços e informações. Perguntei se era possível visitar a sala, conhecer as professoras, conhecer a escola e eles me informaram que não era possível. Como assim? Vou deixar meu filho de menos de um ano em um local que eu não conheço? Pra mim essa informação foi decisiva sobre o estabelecimento. Não tinha adaptação para ele, eu o entregaria para a professora e não teria nem como conhecer o ambiente em que ele estaria. Definitivamente isso pra mim não dava.

Vamos então à segunda opção. Entrei na escola pedindo informações e uma coordenadora muito simpática me pegou pelo braço, me levou ao espaço destinado para os pequenos e me explicou detalhadamente como tudo funcionava ali. Logo depois veio a diretora e me levou para conhecer todo o ambiente da escola, explicou como funcionava a alimentação dos pequenos, disse que ele teria que fazer uma adaptação onde eu entraria na sala para ele sentir confiança e que eu poderia ficar à vontade para levá-lo o tempo que fosse necessário. No meu caso eu expliquei que não queria levá-lo todos os dias, pois não achava que era necessário agora no começo que ele ficasse tanto tempo na escola. E ela me explicou que eu decidiria o que seria melhor para meu filho.

O ambiente era seguro, totalmente preparado para os pequenos, a sala de aula totalmente esterilizada, onde precisávamos colocar uma pantufa para entrar em sala e esterilizar as mãos com álcool. Se eu estava com dúvidas, todas se dissiparam naquele momento, aquele era o ambiente para acolher meu filho nesse primeiro contato dele com a escola.

O mais importante é você colocar na balança o que é importante para você como mãe e pai. Não siga o que os outros pensam sobre o local, vá até lá e tire suas próprias conclusões. Afinal é o seu filho que você vai deixar com essas pessoas, e você deve confiar totalmente no estabelecimento.

Fizemos dois dias de adaptação, a mais rápida da turma segundo a professora. O Francisco já ficou totalmente à vontade desde o primeiro momento. E me deu tchau no segundo dia, pulando para o colo da professora, quer dica maior de que ele gostou do lugar? Eu não tive dúvidas e estou totalmente feliz com minha escolha.

A prova de que o Francisco gostou da escola!

A prova de que o Francisco gostou da escola!

Então é isso, se você decidir que chegou a hora de colocar seu bebê numa escola, faça uma lista do que é importante para você que a escola forneça. Pra mim pode ser uma coisa e pra você outra, então é muito importante que a gente siga a intuição e faça uma análise bem séria de prós e contras até decidir pela melhor opção. E não hesite em perguntar, tirar dúvidas, fazer questionamentos, visitar o espaço, conhecer pessoalmente as professoras.

Veja algumas coisas que você deve observar quando for visitar a escola:

- O ambiente: é amplo, arejado, oferece condições para o bebê, possui escadas ou outros espaços que possam ser perigosos para o bebê.

- A alimentação: deve ser levada de casa, tem estrutura confiável para fazer as refeições do bebê, conta com nutricionistas, possui um cardápio.

- A sala de aula: é segura, tem um local para trocas de fraldas separado, possui um espaço para sonecas, possui brinquedos educativos e de estimulação do bebê.

- As professoras: quantas pessoas vão cuidar dos bebês, são muitas crianças no mesmo espaço, tem uma professora só.

- Atividades extras: aula de musicalização, hora do conto, teatro, atividades que possam fazer o bebê ser estimulado. Como são feitas e por quem? É a própria professora que trabalha isso com as crianças?

Essas são algumas ideias do que você pode perguntar. Adapte as informações e o que você vai questionar ao que você acha importante.

Converse, questione, pergunte. Tenha certeza de que o espaço é ideal para a educação do seu filho. A escola deverá atender a todas as suas expectativas e se for confiável não hesitará em te responder a todos os questionamentos prontamente.

Esse é um assunto delicado e longo. Poderia falar sobre isso por horas, mas acho que já falei demais.

Bjinhos,
Ale
;o)

PS: Se você tem algum tipo de experiência diferente com a escolha da escola do seu filho, não deixe de entrar em contato e contar pra mim. Ok?

PS2: Não estou aqui fazendo propaganda de nenhum estabelecimento, em função disso suprimi o nome das escolas citadas.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Só as mães veem e amam...

Algumas coisas só vê mesmo quem é mãe. E não adianta você mostrar, insistir, apontar, não tem jeito. Só a mãe mesmo que vê e ama.

Quer exemplos? Então lá vai uma listinha bem básica:

- Bebê em ultrassom: fala sério, impossível ver qualquer coisa ali naquele borrado! Mas a mãe vê nitidamente seu filho e ainda acha ruim quando você vira o exame de ponta cabeça pra ver se dá pra reconhecer o tal nariz igual do avô que ela diz estar ali!
- Seu filho é o maior astro da apresentação do Dia das Mães: qual a mãe que não se debulhou em lágrimas na apresentação da escolinha de dia das mães? Mesmo quando ele fica mudo em cima do palco, sem dizer uma única palavra ou cantar uma nota que seja da música tão ensaiada, com certeza a mãe vai achar que seu filho foi o destaque da apresentação. Não é mesmo?
- O pintor famoso no meio dos rabiscos: só uma mãe pode reconhecer um verdadeiro artista em meio aqueles rabiscos confusos de giz de cera.
- Que seu filho é a cara do Brad Pitt: mesmo que ele seja moreno, a mãe tem certeza que o seu filhote é a cara do brad ou de qualquer outro artista e é indiscutivelmente a mais linda criança da face da terra.
- A criança mais esperta e inteligente de todas: ele acertou uma vogal, pronto, é o que basta para a mãe dizer o quanto ele é inteligente e esperto.

Mas eu sou muito diferente de todas as mães por aí.
Tão diferente que não sou eu que acho o meu filho o mais lindo, esperto, o mais artista, inteligente do universo e sim todas as pessoas... concordam? hahahaha.

Francisco modelando para a mãe fotógrafa! Ô sorte que eu tenho, viu? 

E seus filhos são ou não são os mais lindos e espertos do universo?
bjinhos
Ale
;o)

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Meu super herói favorito!

É, chegamos finalmente na fase "super herói" por aqui. Mães de meninas passam pelas princesas e nós, mães de meninos, passamos pelos super heróis. Eu que achei que essa fase nunca chegaria, me enganei redondamente e agora tenho um super herói pronto pra me salvar dentro de casa.

Isso me fez pensar e questionar o quanto é saudável esse contato da criança com esse mundo fantasioso de princesas e super heróis. Outro dia o Mamatraca postou um vídeo bem humorado falando do tema, mais das princesas do que dos heróis, mas a ideia é a mesma. Até que ponto isso é bom ou não para a criança? Será que as meninas vão ficar submissas ao homem se gostarem das princesas e de brincar de casinha? E será que o menino será agressivo se gostar de brincar de luta, de se imaginar como um super herói com super poderes?

Fato é que todas as meninas um dia já se imaginaram como a branca de neve que vai ser salva pelo príncipe encantado e os meninos já se imaginaram salvando o planeta e voando por aí em suas batcapas! Quem nunca brincou de princesa ou de super herói que atire a primeira pedra.

Eu não vejo que essas brincadeiras sejam um problema, desde que nós como mães e pais façamos nossa parte e os eduquemos para o que é certo. Você não estará incentivando que seu filho seja violento se brincar de luta, mas sim se não o ensinar que isso é válido só na brincadeira, mas que na vida real ele não deve bater nas outras crianças. Cabe a nós, pais e mães, ensinarmos o certo e fazer a criança entender o que pode e o que não pode.

Francisco anda na fase de lutas e guerras com seus brinquedos. Anda encantado com os monstros do Ben 10 e Power Rangers e se veste de ninja para salvar o "planeta". Ele ainda curte assistir um dvd do backyardigans, mas a nova onda do momento são os super heróis mesmo: batman, homem-aranha, ben 10 e afins. Acho que faz parte desse universo masculino de se achar o salvador do mundo e das mocinhas indefesas (sic! hahaha).

Eu não incentivei não, se surgir a dúvida entre vocês. Ele foi naturalmente querendo saber mais, brincava de luta com os carrinhos, com os bonecos e agora volta e meia aparece com uma touca enfiada na cabeça dizendo que é o super ninja!

Essa fase talvez sirva para afirmar seu lado masculino e lutador. Será?
Antes me preocupava se essas brincadeiras não o deixariam agressivo de alguma forma, mas não pois ele continua o mesmo. Talvez o fato de extravasar na brincadeira a agressividade faça com que não a tenha na vida real e isso é uma grande vantagem. Ele continua amigo e carinhoso com as outras crianças, como sempre foi. E sempre que possível nós conversamos sobre como é importante ser amigo e defender seus amigos e que não é bacana bater nos outros.

Que as lutas fiquem somente na imaginação!

Resta-me acreditar que é fase, como tantas outras e logo ele se interessará por outra coisa.
Enquanto isso, eu vou curtindo o meu Batman particular!

Eu tenho um Batman só pra mim!!!

E vocês o que acham dessa fase? Seu filho está nela nesse momento?
Comentem, opinem, participem!!!

bjinhos
Ale
;o)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Você tem culpa de quê?

Na cabeça de toda mãe sempre tem um grande ponto de interrogação.
Tô certa?
Parece que desde o momento que recebemos a confirmação de que seremos mães começamos a nos culpar por tudo e nos invade um sem fim de dúvidas e questionamentos sobre os mais diversos assuntos:

- Será que vou ser uma boa mãe?
- Será que eu vou acertar trocar fralda, dar banho, amamentar, etc?
- Será que se eu comer essa coxinha meu filho vai nascer com problemas?

Essas e outras perguntas já passaram pela sua angustiada e culposa cabeça de mãe, né? Garanto que sim. Todas nós, em determinado momento da maternidade, tivemos um sem fim de dúvidas e medos de estarmos sendo péssimas mães.

Corremos aos manuais de como ser uma mãe excelente e isso ao invés de ajudar, piora tudo. De acordo com eles somos realmente péssimas pois não fervemos as chupetas todas as vezes que elas caem no chão, ou não trocamos o bebê assim que ele faz xixi (juro que pra mim era muito difícil perceber o exato momento em que ele fazia xixi e várias vezes o deixei com a fralda cheia - #prontofalei).

Como toda boa mãe que se preze, nascemos com uma culpa do tamanho do mundo! Se você não se encaixa nesse perfil, parabéns! Você deve ser praticamente a única da sua espécie! hehe

Esse papo todo é só pra constatar que ultimamente ando me sentindo a pior das mães. Parece que ando errando mais do que acertando, em diversos aspectos. Tudo o que leio, em todo lugar, parece que é o exato oposto do que eu tô fazendo. E minha eterna culpa materna cai com uma tonelada nas minhas costas.

Confesso que tem dias que é muito difícil me dedicar. Cansa estar disponível para as brincadeiras, pra desenhar, pra contar historinhas infinitas vezes. Simplesmente cansa. Podem me julgar, mas a verdade é que tem vezes que eu quero mais é ficar quietinha no meu canto. Só que depois, eu olho para o Francisco e me sinto a pior das mães. Fico imaginando que todas as mães dos seus coleguinhas estão lá sentadas no chão brincando de carrinho enquanto eu só quero ficar quieta vendo um filme na tv ou lendo meu livro.

Ontem eu estava tentando ver um filme e ele tagarelando do meu lado como sempre faz. E me perguntando mil coisas, mas eu só queria ficar em silêncio. Ele dormiu e eu me senti culpada de não ter dado a atenção devida, de ter-lhe dito que queria um pouco de silêncio. Eu nem acho que ele se importou tanto assim, mas o fato é que a minha culpa veio assim que ele capotou. Que coisa complicada isso né?

Eu sei que tenho mais acertos que erros, mas é difícil não me culpar ainda pelo que erro.
É difícil acertar sempre, em vários momentos vamos errar mesmo tentando fazer o certo afinal somos humanas e cheias de defeitos. E filho não vem com manual de instruções, a gente vai aprendendo errando mesmo.

O lance é aprender com os erros e tentar não errar de novo. Culpar-se não vai mudar nada.

E você, também se culpa por tudo? Ou consegue ser mais relax quando o assunto é criação de filho?
Que tal compartilhar sua experiência comigo?
Esse espaço é nosso para falarmos o que sentimos e temos vontade. Adoro quando vocês participam, comentam, discordam de mim! O blog foi feito para isso, conversarmos sobre esse nosso universo materno tão complexo e ao mesmo tempo tão fascinante!

bjinhos,
Ale
;o)
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