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terça-feira, 1 de março de 2011

Blogagem Coletiva: PALAVRA DE PAI


 Ser Pai!

Bom, primeiro eu aprendi como não ser um bom pai.

Quando meu primeiro rebento nasceu, Yan, eu estava fora do país e não ao seu lado como queria, e aí começa uma história que não cabe ser contada agora. Basta dizer que eu só o conheci 19 anos depois.

Hoje, com 22, somos amigos mas ainda estamos namorando. Eu me orgulho do homem que ele se tornou. Ele é uma pessoa linda por dentro e por fora, um músico e compositor de primeira (líder da banda Cosmonave) e, apesar de um grande artista, é um Homem humilde e muito querido com todos.






Chico Terra e Yan Sol
Depois nasceu minha filha Ana, fruto de um segundo casamento que acabou meses depois de seu nascimento. Outra história que também não cabe ser contada aqui. Com a Ana foi um pouco diferente pois eu estive na sua chegada ao planeta. Apesar de separado e quase sempre em tournée com minha cia de teatro pelo país, eu pude curti-la e ser pai até os 4 anos, quando daí então, ela foi morar fora do país com a mãe. Quase morri. Ela passou a vir nas férias para o Brasil e, durante um mês e meio por ano, eu me esmerava em ser o pai que o resto do tempo estava ausente. Agora ela tem 16 anos e é uma linda mulher que pratica hipismo, uma excelente amazona que tem o domínio completo de sua égua e salta com classe e determinação.Também é dona de uma personalidade forte e do olhar mais meigo do mundo,hehe.

Ana Beatriz e Chico
 
Daí então veio o Francisco, meu caçula com quase 3 anos que virou a minha vida de cabeça pra baixo e a cada dia que passa me dá mais e mais motivos para crescer e, consequentemente, ser um bom pai não só para ele mas para seus dois irmãos.


Filhos,vocês são meus heróis e meus bandidos. Acho que estou longe de ser um bom pai, mas estou no caminho. Tento não deixar que o trauma que foi a separação dos dois primeiros, influencie na educação de meu pequeno Chico, do contrário acabaria cedendo a todas sua vontades e mimando nas horas erradas.


Concordo que ser pai é estar sempre ao lado, disponível e com muito carinho ser um farol, um guia e um protetor. Acima de tudo um Amigo e, como tal, pegar no pé quando for preciso, não ceder quando ele me testa com alguma birra e ser tolerante em alguns momentos em que ele pisa na bola. O sentimento de amor é inexplicável quando brincamos e damos gargalhadas, mas creio que esse mesmo sentimento deve estar presente quando você tem de dizer não!


Acho que o maior desafio para um pai com quase meio século como eu é passar os valores universais como: educação, respeito, solidariedade e responsabilidade. Ainda mais nessa era tecnológica onde tudo acontece muito rápido e como diz Paulinho Moska: "Tudo se compõe e se decompõe" (...) a uma velocidade estonteante onde não há tempo para digerir as informações. Esse acúmulo de teorias não praticadas, pode levar a pessoa a perder a humanidade e a se robotizar.
Creio que a sensibilidade é tudo na expansão da consciência e achar o equilíbrio é a meta. 
Porém o amor é a força mais poderosa do universo, então ser Pai é Amar. Seja dizendo sim ou tendo que dizer não.
Ser pai, é amar o filhote tanto ou mais que a si mesmo.
Ser pai é amar.
Gelson Schimanski
  
*Este post foi escrito pelo Gelson, pai do Chico, do Yan e da Ana. Que quando não está sendo pai brinca de produtor teatral, diretor e ator.
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