segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Musicalização: quando chega a hora do bebê fazer música?

Eu já comentei em outro momento que o Francisco está fazendo Musicalização Infantil na UFPR, mas prometi falar detalhadamente sobre o assunto, pois acho que ele é extremamente importante e merece um post detalhado.

Certamente você já ouviu falar que crianças que escutam música clássica quando pequenas tornam-se mais inteligentes, não é mesmo? Esse é o chamado "Efeito Mozart" e ele tem fundamento para especialistas da área  “Ao ouvirem músicas clássicas, de estrutura mais complexa, a criança facilita a ocorrência de determinados padrões neurais necessários para atividades superiores, culminando numa maior facilidade em lidar com a matemática e o xadrez, por exemplo", afirma a pedagoga Erica Pereira.

Já durante a gravidez, o bebê pode usufruir dos benefícios da música. “Foi comprovado que mães que ouvem música durante a gravidez e continuam a sua prática no pós-natal têm crianças com níveis de inteligência e de capacidade de aprendizagem superiores às crianças que não mantém a prática da música”, revela a pedagoga.

Sabendo de tudo isso, eu comecei o ensino musical do Francisco durante a gravidez, pois sempre tentei ouvir muita música de qualidade, entre elas: jazz, clássicos, blues, palavra cantada, Beatles, e tudo o que surgisse e eu achasse interessante para o bebê. E como sempre fui fã de música, isso não foi problema nenhum.  Então ele foi crescendo no ventre cercado por todo o tipo de música, o pai também tocava muito violão pra ele enquanto ainda estava guardadinho na minha barriga.

Quando nasceu, logo de cara começou a ouvir música também, não tinha como ser diferente. Instalamos um som no quarto dele e gravei um cd especialmente pra ele, o Dorminhoco, com uma seleção que vai de Beatles para bebês, Mozart, uma coletânea de clássicos dos mais variados, Canções de Ninar, Palavra Cantada até Sade Abu e Norah Jones. E sempre, mas sempre mesmo, em toda soneca ou hora de dormir, a música o acompanha e embala seu soninho. E eu tenho absoluta certeza da memória musical intrauterina dele. Como eu sei disso? Bom, uma das músicas que fazia ele mexer muito na barriga era "Por Elise", sempre que eu ouvia essa música ele mexia muito, chutava, ficava louco na barriga. Depois que nasceu, é só colocar essa música e ele automaticamente vai se acalmando e dorme.

Bom, mas você vai me perguntar como a musicalização infantil entrou nessa história. Pois bem, como já era de imaginar o Chico virou fã de música, de parar tudo o que tá fazendo quando passa um clipe na tv, ou mesmo dançar com a cabeça com um comercial e apontar pro som quando está desligado.

Então um amigo me falou do projeto de Musicalização Infantil da UFPR. Ele havia matriculado os filhos e achava que ainda tinham vagas. Liguei correndo pra eles, mas segundo a moça que atendeu as vagas já haviam sido preenchidas. Mas ela me falou pra aparecer no dia da aula e conversar com a professora, quem sabe eles não abriam uma exceção.

A turma de bebês era aos sábados, 9:30h da madruga. E lá fui eu, com bebê nos braços, num frio tipicamente curitibano, munida do meu charme incrível de mãe de primeira viagem, batalhar pela tal vaga pro Chico. Claro que a professora se encantou com ele e a vaga estava garantida! Eba! Desde então, todo sagrado sábado estamos lá, faça chuva, frio ou sol - pra Francisco curtir, brincar, cantar, bater palmas e interagir com outras crianças.

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[caption id="attachment_454" align="aligncenter" width="367" caption="Francisco durante a aula, com toda a turminha!"]Francisco durante a aula, com toda a turminha![/caption]

Ele começou a música quase junto com a escola e a interação com outras crianças do mesmo tamanho também. E fissurado do jeito que sempre foi por música, logo estava totalmente ambientado.

Mas você vai me perguntar: ele nem tinha um ano ainda, como é aula de música pra essa idade?

Claro que ele não fica sozinho lá e sai cantando e dançando todas as músicas. A aula para os pequenos é acompanhada dos pais que interagem junto, cantam, babam e ajudam o pequeno a participar e sociabilizar. O desenvolvimento deles é visível em cada nova aula. O Francisco no começo não participava tanto, mas logo começou a imitar as coreografias das professoras e em casa eu estimulava cantando as mesmas musiquinhas no banho e nas brincadeiras.

O projeto é muito bacana e vale a pena participar. No final do semestre foi feita uma aula aberta para pais e familiares babarem por seus pequenos músicos.

Se você é de Curitiba e quiser conhecer o projeto, acesse o site deles aqui. Mas com certeza em sua cidade deve haver algum projeto parecido. Vá conhecer e, se puder, leve seu filho. Está provado que a música é essencial para o desenvolvimento do bebê. Não só pelo gosto musical, como também por seu intelecto e capacidade de raciocínio lógico.

Especialistas são categóricos em afirmar que não há idade certa para a criança entrar em contato com os instrumentos musicais. “Desde bebê é importante estimulá-la a bater um tambor ou somente tocar nas teclas de um piano. E, com o crescimento, ela começa a criar sua própria identidade e é capaz de escolher os instrumentos que mais a agradam”, ensina a pedagoga Érica.

E se você ainda tem dúvidas que a música é extremamente importante para o desenvolvimento do seu filho, pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, descobriram que após seis meses tendo aulas de piano, crianças pré-escolares tinham desempenho 34% melhor em testes de raciocínio do que aquelas que não tinham nenhum treino. E também que a música é capaz de facilitar o aprendizado da língua oral nativa e mesmo estrangeira.

A musica é muito importante para as crianças em todo o período de desenvolvimento. Portanto, estimule seu filho a desenvolver seu talento musical. Você não vai se arrepender.

bjinhos,

;o)



quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Você é mãe? Então cuidado com a língua!

Já dizia minha mãe: "Língua não tem osso, filha!"

Você não entendeu? Pois é, ontem eu vi que esse ditado antigo é mais do que verdadeiro e a partir de agora vou sair por aí com uma viseira. Tudo pra não levar uma baita "cusparada" na testa.

Li em algum lugar que toda mãe deveria comprar uma viseira logo que seu filho nascer, pra não pagar o mico de ter que admitir que nunca vai acontecer determinados tipos de coisas, e elas acontecerem. É a mais pura verdade. Eu mesma já tive que engolir trocentos sapos em situações que eu dizia que nunca ía permitir que meu filho fizesse. A primeira delas foi a chupeta, tive que dar a mão à palmatória e me render à ela.

Mas ontem aconteceu outra situação, a pior de todas, aquela que eu sempre critiquei em outros pais. Pronto, lá veio mais uma cusparada bem no meio da minha testa de mãe de primeira viagem!

Ontem fomos protagonistas da mais linda e espetacular cena de birra da história dos supermercados curitibanos. Mas quando eu falo de birra, eu não to falando de um chorinho básico, comum nas idas ao supermercado, não! Eu to falando de birra das boas - de ficar vermelho e chorar até ficar sem fôlego. Sabe o que é isso?? Não queira saber.

Pois é, ontem foi um dia cansativo pro meu pequeno. Começamos indo ao pediatra, e dr. Mário é totalmente profissional, aperta tudo até a exaustão. A braveza do Chico começou aí. Fomos eu, Gel e o próprio doutor pra segurar um toco de gente de 9kg e 80 cm. Consegue imaginar a cena? Terminada a consulta e seguros de que ele está mais do que saudável, rumamos ao supermercado.

No caminho ele cochilou no carro, tranquilo que só. Chegamos no super e tivemos que acordar o baixinho: Problemas à vista. Já instalado em seu bebê-conforto lá fomos nós às compras. Até aí tava tudo bem, ele brincou com as caixas de fósforo, com os guardanapos e com mais uma série de coisas que não tem risco de espatifar no chão. Depois de deixar cair coisas quinhentas vezes no chão, resolvemos não juntar mais a caixinha que ele estava segurando.

Pronto! Tava armado o circo e o espetáculo deu início.

Com pessoas olhando indignadas para aqueles dois pais, que tentavam em vão manter a calma e continuar as compras, e com o meu lindo anjinho de olhos azuis se esgoelando sem parar, foi uma cena digna de novela.  E marcamos UMA hora de choro ininterrupto. Sem trégua pra chupeta nem pras gracinhas de mulheres e senhorinhas bem intencionadas. Cada vez que alguém se aproximava do carrinho a birra duplicava, quadruplicava. Já tava quase implorando pra ninguém mexer mais com ele.

Eu e o pai, atônitos, tentávamos manter o controle diante da situação e lembrávamos as nossas próprias caras há somente um ano atrás, quando ele ainda não existia e presenciamos cenas apavorantes como essa. Na minha santa ignorância eu criticava os pais dizendo que eles deveriam agir, que os filhos não deviam tomar o controle da situação, bla blá, bla blá, bla blá!

Pois bem, hoje eu engulo mais um sapo e levo mais uma cusparada bem no meio da testa. Não, não foi culpa minha nem do pai dele. E até alguns minutos antes estava tudo bem. E mesmo pegando no colo ou brigando, ou sendo enérgica e tentando educar, ele não calava a boca.

Entramos no carro e ele berrou em todo o trajeto para casa. Sono, fome ou sei lá o que.

O fato é que ontem eu enfrentei a maior birra da história!

Ufa. Chegando em casa, dormiu como um anjo. Nem parecia o mesmo moleque.

Minha mãe olhou e sabiamente falou: Viu? Língua não tem osso.

Então você que é mãe de primeira viagem, não saia por aí criticando outros pais que deixam o filho fazer o que querem. Nem sempre a coisa é por aí.

Cuidado pra não cuspir pro alto, tudo que sobe sempre desce!

Conselho de mãe e amiga!

bjinhos,

;o)

sábado, 15 de agosto de 2009

Os bebês e as reações femininas

Ok. Bebês são fofos! Isso todos sabemos.
Mas só agora começo a perceber o que eles causam nas pessoas, ou melhor dizendo, nas mulheres. Talvez eu nunca tenha prestado atenção nisso antes, ou talvez seja porque o meu bebê é muito mais do que fofo (momento mãe coruja!) . Mas a verdade é que a reação das pessoas quando olham um bebê é indescritível. Principalmente se essas pessoas forem do sexo feminino.

Mulheres x Bebês = combinação fatal

E é um tal de bububu, bilubilu. É impressionante como a mulherada fica diante de um bebê.

Outro dia fui no supermercado acompanhada do meu pequeno, e pude comprovar que toda mulher que passava diante do carrinho e enxergava o danadinho já vinha com aquelas famosas gracinhas! Não satisfeitas ainda chamam seus maridos que passam com cara de paisagem e soltam vez ou outra um: é lindo sim, querida! Meio sem entender o porque de tanta alucinação por causa daquele pequeno ser com cara de joelho e que só sabe fazer cocô, xixi e chorar.

Mas a mulherada é incansável. E não só as mais velhas não. Porque bebê atrai todas as idades do dito sexo frágil.
Eu, e toda a minha corujisse descarada, me divirto olhando a reação delas diante do meu pequeno príncipe. Todas, sem exceção, param e fazem algum tipo de gracinha.
O Chico, muito esperto que é, fica olhando sério. E eu fico imaginando o que se passa em sua cabecinha. Na hora me vem na cabeça a cena do filme "Olha quem está falando", quando o bebê olha bem sério pra cara da avó que tá lá toda boba fazendo o bilu bilu... e em seu pensamento ele fala: É, essa aí não tem mais cura! hehehehe

Será que é isso que eles pensam quando ficamos feito bobos fazendo aquelas baboseiras?

Sei lá.

[caption id="attachment_416" align="aligncenter" width="460" caption="Não tem como ficar imune a ele, eu sei!"]Não tem como ficar imune a ele, eu sei![/caption]

Bjinhos,

;o)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Constatações

- 52 fraldas por semana;
- MUITA roupa pra lavar;
- a mesma quantidade de roupa pra passar;
- muito choro, manha e birra;
- 4 horas de sono;
- comida fria no prato;

- alguns kilos a mais;


Mas um olhar penetrante como esse:



NÃO TEM PREÇO!



Blogueira nas horas vagas!

E Mãe em tempo integral!



bjinhos,


;o)


PS: Na foto Francisco com 2 meses de vida.

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