segunda-feira, 7 de março de 2011

Dicas da Vivi: A importância da voz da mãe

Olá pessoas,

Como estão passando nesses dias de feriado de carnaval?
Por aqui tudo na preguiça. Chico teve uma febrinha esses dias e daí a gente se enfurnou em casa pra cuidar do pequeno. Acho que foi uma virose ou esse tempo doido de Curitiba que não colabora. Hoje voltamos com mais um post da nossa queridíssima Vivi, com mais dicas preciosas sobre música e musicalização.

bjinhos
Ale

DICAS DA VIVI: A importância da voz da mãe

Oi meninas! Nessa época tão musical que é o Carnaval, resolvi escrever sobre uma coisa muito estudada e muitíssimo interessante: o interesse dos bebês pela voz da mãe. O manhês (ou mamanhês) é encontrado nas mais diversas comunidades culturais. É produzido pelo adulto que se ocupa do bebê (que pode ser a mãe ou qualquer outro adulto). Essa forma melodiosa de falarmos com o bebê é natural e espontânea. Ela é caracterizada pelo prolongamento das vogais, que a torna mais lenta e sonora, pelo aumento da frequência, que a faz mais aguda e por glissandos característicos que a tornam mais musical.

O manhês é muito mais que um ato isolado de comunicação vocal-acústica entre mãe e bebê: trata-se de um complexo conjunto de informações, em que estão presentes o olhar, o toque, o cheiro e os movimentos do adulto que interage com a criança.

Há mais de duas décadas, os psicólogos americanos J. Casper e W. Fifer realizaram uma das mais surpreendentes experiências com recém-nascidos. Eles pediram que dez mulheres que tinham acabado de dar à luz lessem um texto durante 25 minutos e gravaram sua voz. Os pesquisadores colocaram fones de ouvido nos bebês dessas mulheres, cinco meninos e cinco meninas, e lhes deram uma chupeta ligada a um aparelho que permitia acionar o gravador. Com apenas alguns dias de vida, os bebês ouviam então a voz da própria mãe e depois a de uma mãe desconhecida, ou o inverso. Suas reações de sucção foram observadas enquanto escutavam a gravação que podiam acionar. Resultado: de maneira geral, os recém-nascidos modificavam sua sucção, aumentando ou diminuindo o ritmo, de maneira a ouvir mais frequentemente a voz da mãe. Essa experiência mostrou não somente que o pequeno reconhecia e preferia a voz materna, como também era capaz de aprender como produzir o som que preferia.

Experiências semelhantes realizadas com a voz do pai não revelaram o mesmo comportamento. Crianças de até 4 meses não reconheceram a voz paterna. Os psicólogos acreditam que isso ocorre provavelmente porque a experiência pré-natal influencia significativamente a preferência, já que o feto está mais exposto à voz da mãe que à do pai. [Mas isso não significa que a criança não tenha memória musical, hein?]

Outro estudo registrou a frequência cardíaca dos fetos enquanto ouviam uma gravação de um poema lido pela própria mãe e por uma desconhecida. Os pesquisadores então notaram que a frequência aumentava com a voz da mãe e diminuía com a voz desconhecida. OU seja: antes mesmo de nascer, a criança já reconhece – e prefere – a voz da mãe. Então faz todo sentido que as grávidas conversem com os filhos enquanto ainda estão na barriga. 

Depois dessa pesquisa, tenho que RE-afirmar: a Musicalização é extremamente importante para seu bebê. Pode e deve começar ainda na vida intrauterina. Cante para seu filhote, converse com ele, estreite os laços que começam ainda no ventre. 

E agora, me contem a experiência: já conversaram com seus bebês? Qual a reação deles?

Um beijo grande,
Vivi

Referências:
Revista Mente & Cérebro – A mente do bebê. Ed. n° 4. Vol. 3 e 4.
Revista Mente e Cérebro - Ed. nº 217. Ed. Fevereiro/2011



Autora: Vivian Dell’ Agnolo Barbosa é mestranda em Educação Musical e Cognição na Universidade Federal do Paraná e professora de Musicalização Infantil há 10 anos. Desde agosto/2010, é sócia-proprietária da Alecrim Dourado Formação Musical, que já está com as matrículas abertas para 2011.

2 comentários:

Lu Ivanike disse...

Ale, adoro seu blog!!!!!
Adorei o texto da Vivian!!!!!
Beijos

Vivian disse...

Lu! Que bom que gostou do texto! Saudade de você e das meninas!
Um beijo.

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