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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Só as mães veem e amam...

Algumas coisas só vê mesmo quem é mãe. E não adianta você mostrar, insistir, apontar, não tem jeito. Só a mãe mesmo que vê e ama.

Quer exemplos? Então lá vai uma listinha bem básica:

- Bebê em ultrassom: fala sério, impossível ver qualquer coisa ali naquele borrado! Mas a mãe vê nitidamente seu filho e ainda acha ruim quando você vira o exame de ponta cabeça pra ver se dá pra reconhecer o tal nariz igual do avô que ela diz estar ali!
- Seu filho é o maior astro da apresentação do Dia das Mães: qual a mãe que não se debulhou em lágrimas na apresentação da escolinha de dia das mães? Mesmo quando ele fica mudo em cima do palco, sem dizer uma única palavra ou cantar uma nota que seja da música tão ensaiada, com certeza a mãe vai achar que seu filho foi o destaque da apresentação. Não é mesmo?
- O pintor famoso no meio dos rabiscos: só uma mãe pode reconhecer um verdadeiro artista em meio aqueles rabiscos confusos de giz de cera.
- Que seu filho é a cara do Brad Pitt: mesmo que ele seja moreno, a mãe tem certeza que o seu filhote é a cara do brad ou de qualquer outro artista e é indiscutivelmente a mais linda criança da face da terra.
- A criança mais esperta e inteligente de todas: ele acertou uma vogal, pronto, é o que basta para a mãe dizer o quanto ele é inteligente e esperto.

Mas eu sou muito diferente de todas as mães por aí.
Tão diferente que não sou eu que acho o meu filho o mais lindo, esperto, o mais artista, inteligente do universo e sim todas as pessoas... concordam? hahahaha.

Francisco modelando para a mãe fotógrafa! Ô sorte que eu tenho, viu? 

E seus filhos são ou não são os mais lindos e espertos do universo?
bjinhos
Ale
;o)

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Meu super herói favorito!

É, chegamos finalmente na fase "super herói" por aqui. Mães de meninas passam pelas princesas e nós, mães de meninos, passamos pelos super heróis. Eu que achei que essa fase nunca chegaria, me enganei redondamente e agora tenho um super herói pronto pra me salvar dentro de casa.

Isso me fez pensar e questionar o quanto é saudável esse contato da criança com esse mundo fantasioso de princesas e super heróis. Outro dia o Mamatraca postou um vídeo bem humorado falando do tema, mais das princesas do que dos heróis, mas a ideia é a mesma. Até que ponto isso é bom ou não para a criança? Será que as meninas vão ficar submissas ao homem se gostarem das princesas e de brincar de casinha? E será que o menino será agressivo se gostar de brincar de luta, de se imaginar como um super herói com super poderes?

Fato é que todas as meninas um dia já se imaginaram como a branca de neve que vai ser salva pelo príncipe encantado e os meninos já se imaginaram salvando o planeta e voando por aí em suas batcapas! Quem nunca brincou de princesa ou de super herói que atire a primeira pedra.

Eu não vejo que essas brincadeiras sejam um problema, desde que nós como mães e pais façamos nossa parte e os eduquemos para o que é certo. Você não estará incentivando que seu filho seja violento se brincar de luta, mas sim se não o ensinar que isso é válido só na brincadeira, mas que na vida real ele não deve bater nas outras crianças. Cabe a nós, pais e mães, ensinarmos o certo e fazer a criança entender o que pode e o que não pode.

Francisco anda na fase de lutas e guerras com seus brinquedos. Anda encantado com os monstros do Ben 10 e Power Rangers e se veste de ninja para salvar o "planeta". Ele ainda curte assistir um dvd do backyardigans, mas a nova onda do momento são os super heróis mesmo: batman, homem-aranha, ben 10 e afins. Acho que faz parte desse universo masculino de se achar o salvador do mundo e das mocinhas indefesas (sic! hahaha).

Eu não incentivei não, se surgir a dúvida entre vocês. Ele foi naturalmente querendo saber mais, brincava de luta com os carrinhos, com os bonecos e agora volta e meia aparece com uma touca enfiada na cabeça dizendo que é o super ninja!

Essa fase talvez sirva para afirmar seu lado masculino e lutador. Será?
Antes me preocupava se essas brincadeiras não o deixariam agressivo de alguma forma, mas não pois ele continua o mesmo. Talvez o fato de extravasar na brincadeira a agressividade faça com que não a tenha na vida real e isso é uma grande vantagem. Ele continua amigo e carinhoso com as outras crianças, como sempre foi. E sempre que possível nós conversamos sobre como é importante ser amigo e defender seus amigos e que não é bacana bater nos outros.

Que as lutas fiquem somente na imaginação!

Resta-me acreditar que é fase, como tantas outras e logo ele se interessará por outra coisa.
Enquanto isso, eu vou curtindo o meu Batman particular!

Eu tenho um Batman só pra mim!!!

E vocês o que acham dessa fase? Seu filho está nela nesse momento?
Comentem, opinem, participem!!!

bjinhos
Ale
;o)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Você tem culpa de quê?

Na cabeça de toda mãe sempre tem um grande ponto de interrogação.
Tô certa?
Parece que desde o momento que recebemos a confirmação de que seremos mães começamos a nos culpar por tudo e nos invade um sem fim de dúvidas e questionamentos sobre os mais diversos assuntos:

- Será que vou ser uma boa mãe?
- Será que eu vou acertar trocar fralda, dar banho, amamentar, etc?
- Será que se eu comer essa coxinha meu filho vai nascer com problemas?

Essas e outras perguntas já passaram pela sua angustiada e culposa cabeça de mãe, né? Garanto que sim. Todas nós, em determinado momento da maternidade, tivemos um sem fim de dúvidas e medos de estarmos sendo péssimas mães.

Corremos aos manuais de como ser uma mãe excelente e isso ao invés de ajudar, piora tudo. De acordo com eles somos realmente péssimas pois não fervemos as chupetas todas as vezes que elas caem no chão, ou não trocamos o bebê assim que ele faz xixi (juro que pra mim era muito difícil perceber o exato momento em que ele fazia xixi e várias vezes o deixei com a fralda cheia - #prontofalei).

Como toda boa mãe que se preze, nascemos com uma culpa do tamanho do mundo! Se você não se encaixa nesse perfil, parabéns! Você deve ser praticamente a única da sua espécie! hehe

Esse papo todo é só pra constatar que ultimamente ando me sentindo a pior das mães. Parece que ando errando mais do que acertando, em diversos aspectos. Tudo o que leio, em todo lugar, parece que é o exato oposto do que eu tô fazendo. E minha eterna culpa materna cai com uma tonelada nas minhas costas.

Confesso que tem dias que é muito difícil me dedicar. Cansa estar disponível para as brincadeiras, pra desenhar, pra contar historinhas infinitas vezes. Simplesmente cansa. Podem me julgar, mas a verdade é que tem vezes que eu quero mais é ficar quietinha no meu canto. Só que depois, eu olho para o Francisco e me sinto a pior das mães. Fico imaginando que todas as mães dos seus coleguinhas estão lá sentadas no chão brincando de carrinho enquanto eu só quero ficar quieta vendo um filme na tv ou lendo meu livro.

Ontem eu estava tentando ver um filme e ele tagarelando do meu lado como sempre faz. E me perguntando mil coisas, mas eu só queria ficar em silêncio. Ele dormiu e eu me senti culpada de não ter dado a atenção devida, de ter-lhe dito que queria um pouco de silêncio. Eu nem acho que ele se importou tanto assim, mas o fato é que a minha culpa veio assim que ele capotou. Que coisa complicada isso né?

Eu sei que tenho mais acertos que erros, mas é difícil não me culpar ainda pelo que erro.
É difícil acertar sempre, em vários momentos vamos errar mesmo tentando fazer o certo afinal somos humanas e cheias de defeitos. E filho não vem com manual de instruções, a gente vai aprendendo errando mesmo.

O lance é aprender com os erros e tentar não errar de novo. Culpar-se não vai mudar nada.

E você, também se culpa por tudo? Ou consegue ser mais relax quando o assunto é criação de filho?
Que tal compartilhar sua experiência comigo?
Esse espaço é nosso para falarmos o que sentimos e temos vontade. Adoro quando vocês participam, comentam, discordam de mim! O blog foi feito para isso, conversarmos sobre esse nosso universo materno tão complexo e ao mesmo tempo tão fascinante!

bjinhos,
Ale
;o)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Como estimular seu bebê: o primeiro ano

Como prometido a série Como estimular seu bebê está de volta. Agora vou transcrever um pouco do primeiro ano do bebê e uma atividade para ser feita com essa faixa etária.

Pra quem tá chegando agora e não está entendendo nada, dá uma olhada no post "Como estimular seu bebê".

No primeiro post eu trouxe atividades para os bebês maiores, na faixa etária dos 24 aos 36 meses. Agora vou tratar do primeiro ano, mais especificamente de 0 a 3 meses.

Como no post anterior volto a explicar que tudo o que está descrito aqui, foi extraído do livro"150 jogos para estimulação infantil" de Jorge Batllori e Victor Escandell. Para conhecer todas as atividades você deverá adquirir o livro (vale a pena!).

A seguir a descrição do Primeiro Ano do Bebê.

Continue lendo...


terça-feira, 11 de maio de 2010

Dia das Mães: ser mãe é...

Eu sei que já passou, mas como o Dia das Mães deveria ser todo dia, o meu post vem dois dias depois! (é tarde, é tarde, é tarde... pra entrar no ritmo de Alice hohoho).

Esse ano eu não estava em ritmo de comemoração, em função disso me recolhi com o Chico e fiquei quieta no meu canto. Resolvi escrever dois posts diferentes pois é um pouco do que eu sinto nesse Dia das Mães. Então no Achados e Perdidos Escritos você pode ler a minha homenagem como filha para minha mãezinha, e aqui no Conversa pra Mãe Dormir você vê a visão da mãe Alessandra. Comente e participe.

Pensei em mil maneiras de falar sobre o Dia das Mães na visão de uma mãe e um monte de ideias vão surgindo. Mas vou tentar descrever o que é ser mãe, na minha opinião. Espero que gostem!

Ser mãe é... em 20 lições.


1. Sentir o coração quase parar de emoção quando o bebê mexe pela primeira vez dentro da barriga. (E chamar até o carteiro pra sentir também, se bem que na maioria das vezes só você sente mesmo).

2. Ser intérprete, tradutora e decifrar as mais diferentes linguagens. E esperar pelo olhar inquisitivo das pessoas quando o seu pimpolho falar algo que nem ele mesmo entende.

3. Ficar feliz e emocionada com um arroto.

4. E mais feliz ainda com um cocô decente, bem feito e em abundância.

5. Cheirar a leite azedo e hipoglós e achar o máximo. E sentir como se estivesse com o melhor perfume do mundo.

6. Comer comida gelada, quando conseguir comer. (Quase sempre eles resolvem chorar ou fazer alguma arte bem na hora da comida).

7. Fazer tudo com o bebê nos braços e ficar craque nisso, quase achando razoável usar uma única mão pra tudo: e isso inclui atender telefone, fazer comida, escovar os dentes, abrir o que quer que seja com destreza e rapidez.

8. Só tomar banho depois, muuuuito depois que o bebê já dormiu. Isso quer dizer que quase sempre seu banho fica pra depois da meia noite fácil, fácil.

9. Esquecer onde é o cabeleireiro, pois desde que o bebê nasceu você não conseguiu mais passar perto de lá, quanto mais cortar o cabelo.

10. Entrar numa loja para comprar roupas e coisas novas pra você e se perder na sessão infantil, esquecer o que você foi comprar e voltar pra casa com 3 ou 4 sacolas cheias de novidades para o pimpolho.

11. Saber de cor e com coreografias todas as músicas do cocoricó, da Adriana Partimpim, do Palavra Cantada e imitar o Astolfinho com perfeição!

12. Encontrar outra mãe com seu filhote na fila do supermercado e puxar papo sobre a novidade da fralda da turma da mônica ou perguntar se ela viu o preço absurdo do leite ninho.

13. Ficar horas lendo blogs sobre mães e filhos e conhecer todos os nenéns pelo nome e acompanhar todas as novas peripécias como se fossem velhos conhecidos de família. E ainda comentar com outras pessoas (ditas normais sem filhos da mesma idade) sobre o que a Alice, o Arthur, o Pitoco, o Astronauta, entre outros, fizeram de engraçado na última semana. E, claro, receber de volta olhares estranhos como "hã? De quem ela tá falando?".

14. Só sair de casa para festa de amigos ou para programas bem familiares do tipo zoológico, teatro infantil, parque, etc.

15. Nunca mais ter uma noite inteira de sono e muito menos tirar um cochilo no meio da tarde de sábado.

16. Ter brinquedos espalhados pela casa.

17. Só ler livros que falem da criação dos filhos ou como fazer para tirar a fralda sem traumas.

18. Assistir a supernanny pra ver se ela te dá uma luz.

19. Ficar boba e envaidecida quando o filhote corre dos braços de quem quer que seja e te dá aquele abraço apertado, sussurrando no seu ouvido: "amo, mamãe!"

20. Ter seu coração batendo fora do peito.

(Eu sei que 20 lições é muito pouco pra descrever uma mãe, e se você tem mais algum item que acha que define Ser Mãe, mande pra mim e eu atualizo o post! ehehe)

[caption id="" align="aligncenter" width="225" caption="Eu e o Chico - quase nascendo!"][/caption]

O meu coração bate forte e acelerado a cada nova descoberta do meu pequeno. E sou muito feliz pois hoje tenho ele na minha vida. Obrigada meu filho por me ensinar a ser mãe. Que eu possa ser para você a melhor mãe do mundo!

Te amo!

Alessandra Pilar

PS: A Mari fez uma homenagem a diversas mamães blogueiras postando uma foto de cada uma delas com seus filhotes. Eu e o Chico estamos lá também!!! Obrigada Mari! Corre lá pra conferir e conhecer mais mamães blogueiras e seus lindos filhotes!

Um super beijo a todas as mamães!!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Feliz aniversário, meu bebê!!!

Estava preparando um post especial de aniversário para o Francisco, que hoje completa 2 aninhos. Mas tive alguns contratempos essa semana, inclusive fiquei sem meu computador e todas as fotos estão nele. Enfim, mesmo assim o post (e uma promoção especial - fiquem ligadas) vai sair até o final da semana.

Enquanto isso, não posso deixar de comemorar os 2 anos mais felizes da minha vida, pois são os dois anos de vida do Francisco!!! E para isso, resolvi escrever aqui uma cartinha e compartilhar com todas vocês essa emoção que é ser mãe!

"Feliz aniversário, meu bebê!"




Há dois anos atrás, num dia cinzento tipicamente curitibano, eu acordei estranha e com a certeza que aquele seria um dia diferente. Era um sábado frio, chuvoso, mas nem a garoa fina que caia tirava o brilho que tinha aquele dia. Mesmo sem saber eu sentia que aquele seria um dia diferente.


Eu e seu pai rumamos para a maternidade, mais por desencargo de consciência do que qualquer outra coisa. O médico foi categórico dois dias antes nos falando que se até sábado não estourasse a bolsa ou eu sentisse qualquer coisa diferente era para irmos pra lá, somente para exames e ver como estava o processo.

Nos levantamos, nos arrumamos, e lá fomos nós. Como em tantos outros dias de exames e consultas, demora, espera, cansaço, tudo junto a 17 quilos a mais, uma azia chata e incômoda. Você estava estranhamente quieto naquele dia, quase não me chutou. Depois de horas infindáveis de espera, fui finalmente atendida e o médico falou que não seria naquele dia, a dilatação era a mesma e teríamos que esperar um pouco mais. Que eu voltasse tranquila pra casa e esperasse a bolsa estourar para voltar. Fui me trocar, mas em seguida o médico voltou e disse que tinha mudado de ideia e que ele induziria o parto. Pois eu já estaria completando 40 semanas no dia seguinte e em função da diabetes gestacional poderíamos ter alguma complicação. Fui então falar com seu pai, na sala de espera, dizendo que você estava chegando!!!

Susto, medo, emoção, felicidade, apreensão. Um misto de sentimentos nos passou pela cabeça. Nem a mala da maternidade estava no carro, muito menos a câmera. E a sensação de que a qualquer momento minha vida mudaria para sempre.

Toda paramentada com aquelas roupas engraçadas lá fui eu, andando, para a sala de pré-parto. Seu pai teve que ficar esperando no corredor só segurando a ansiedade e sem saber o que tava acontecendo lá dentro. O médico veio então fazer o toque para ver como estava o processo e nesse exato momento a bolsa estourou e tudo deu início. Foi o trabalho de parto mais rápido e tranquilo daquele dia, em uma hora e meia eu estava com você nos braços, mamando feito um bezerro. E foi lindo aquele momento, meu filho. Você agora não era só uma imagem borrada numa tela esquisita, ou um pé que passeava pela minha barriga e me chutava as costelas vez ou outra. Você era a vida em forma de pequenas mãos, pés, olhinhos e tudo o mais.

Passamos um longo momento nos conhecendo, eu conversei baixinho no teu ouvido. A família toda começou a ligar para o papai querendo saber de você e ele todo orgulhoso tirou sua primeira fotinho, não do jeito que imaginávamos, mas no celular mesmo. Tudo bem, você estava ali. Tudo o que tínhamos planejado e sentido até aquele momento não era nada em comparação com a sua chegada. Nada mais tinha importância agora, só a sua vida e a sua chegada nesse planeta.

Hoje acordei e tentei me lembrar da minha vida antes de você e simplesmente não consigo. Parece que tudo o que me lembro é desde o dia 19 de Abril de 2008, o dia em que o meu coração passou a bater fora do peito e atender pelo nome de Francisco.

E nesse meio tempo, 2 anos exatamente, tivemos nossos contratempos, nossos altos e baixos, suas dores, minhas dores. Mas nada mais tem importância na minha vida se não for por você. Tudo, exatamente tudo o que penso e faço agora é pensando em você. Eu que nunca me imaginei mãe, agora sinto como se nunca tivesse deixado de ser.

Obrigada mais uma vez, meu filho, por me fazer uma pessoa melhor. Obrigada por mudar meus paradigmas. Obrigada por tudo e pela sua presença agora. Temos muito a aprender um com o outro nessa vida e espero ter sempre a solução para seus problemas e para suas dores. Mas espero que possamos juntos crescer e que nossa relação de mãe e filho sempre evolua de forma positiva.

Hoje te vejo ensaiando as primeiras palavras, frases, pensamentos. Hoje te vejo com vontades, birras, manias. Vejo um pouco de mim (em defeitos e virtudes), vejo um pouco do seu pai, mas vejo principalmente você, na sua singularidade. Ser único e especial. Que existe independente de qualquer coisa e que vai continuar existindo de uma forma ou de outra independente de mim ou do seu pai. E você tem tudo para ser uma pessoa do bem, amiga e companheira, um homem de caráter e com dignidade. Você tem isso dentro de você. Você tem, também, a dignidade e o caráter do seu avô Francisco, tem a malandragem e a arte da sua avó Tita, tem a paciência e a tranquilidade do seu avô Dimas e tem principalmente a garra e a vontade de viver da sua avó Nilza. Os quatro estão hoje felizes zelando por você. E tenho certeza que serão seus anjos-da-guarda para sempre. Você é o melhor de nós todos, meu filho. Uma mistura bem brasileira e equilibrada de Silvas, Santos, Menghinis e Schimanskis.

Mas você é essencialmente VOCÊ e te amamos por isso. Seja sempre autêntico e fiel à suas convicções, mas saiba ser flexível e mudar de opinião vez ou outra. Nem sempre estamos certos no que pensamos, meu filho. E essa é a primeira lição de vida que você deve aprender.

Feliz aniversário meu xpinguinho, paçoca mistulinha, paçoquinha, Chico, Ico, Ito.

Feliz aniversário, meu bebê.

Meu Francisco!

Te amo!

bjinhos

Mamãe"

19 de Abril de 2010.

[caption id="attachment_680" align="aligncenter" width="300" caption="Meu bebê já é um mocinho!"][/caption]

segunda-feira, 15 de março de 2010

É tanta novidade...

Oi pessoas!!!


É tanta novidade por essas bandas que às vezes até me perco. E pra não deixar isso aqui tanto tempo jogado às moscas resolvi atualizar. Desculpas mil  a todos que aqui vieram e não encontraram novidade. Muita coisa aconteceu esses dias, muito trabalho e pouco tempo.


Agora me sinto mais forte pra comentar o que ocorreu aqui. Nossa vida deu um giro de 360º e eu ainda estou tentando me recuperar do baque. Não falei aqui pois ainda estava machucada, mas agora passados 4 meses me sinto mais forte para contar o que ocorreu com a nossa família. Minha mãe, meu centro, meu chão, teve um avc e nos deixou em 13 de novembro. Essa mulher que foi a minha estrutura a vida toda, que me criou sozinha e passou por poucas e boas e foi exemplo de força, de luta, de esperança.


E de repente, pela primeira vez na vida, me vi só.  Foi difícil, foi e é ainda muito dolorido, a saudade aperta o peito e me deixa pequenina, mas eu sei que ela vai estar sempre por perto, me orientando, me ajudando e me dando os conselhos que sempre me deu. E sei também que a chegada do neto foi a melhor coisa que aconteceu na sua vida e ela viveu essa chegada intensamente em todos os momentos. Posso dizer seguramente que foi a melhor coisa que aconteceu na  vida dela e eu me sinto muito feliz de ter lhe proporcionado essa felicidade na figura dessa criança maravilhosa que é o meu Francisco. Mas ele também teve a maior sorte do mundo (assim como eu) de ter tido a melhor vó do mundo.


Não vou me estender mais nesse assunto, pois ainda dói muito falar. E o post de hoje é pra atualizar as novidades e falar de vida, pra comemorar essa vida que me renova a cada dia.


Mãezinha, o paçoquinha tá lindo, e começou a falar!!!


Ele não é bem assim um linguista, mas todas as palavras são as mais lindas e mais divertidas (pelo menos pra mim). As descobertas, as peculiaridades e seu jeito único de se expressar. Pois então, vamos à elas?


DICIONÁRIO DO FRANCISCO:


- MAMANHÊ E PAPAIÊ - Não preciso traduzir né? A grande tirada do Chico aqui é usar essas palavras quando ele não sabe o que dizer, ou não lembra o nome da coisa que ele quer. Aí ele olha bem pra cara da gente e solta um mamanhê ou papaiê (sempre quem estiver mais perto). Pergunta se a gente baba???


- PEPEPIS - Começou sendo só pepe, passou a ser pepêpe e agora virou "pepêpissss" e significa CHUPETA. Sim, ela mesma. A grande vilã de muitas casas é a terceira palavra mais falada pelo Ico. E ele está sim viciado nessa coisa, tanto que a mãe tem algumas reservas, só por precaução. O pai brinca que é o cigarro do meu filho. hehe. Mas já vou avisando que já começamos o processo de largar a dita, tá?


- MÃO - significa Mão mesmo, mas também pode significar que ele quer que a gente dê a mão pra ele descer uma escada por exemplo.


- A PÉ - é o pé, mas na linguagem do Ico não existe o gênero  masculino ainda. Todas as palavras são femininas pra ele e o pé sempre vem acompanhado do "A", não me perguntem o por quê já que a mão vem sempre sozinha sem o A.


- BALA - não, não significa bala e sim BOLA. Lembra das palavras masculinas ou que tenham O? Taí mais uma.


- LAUUARR - lavar. E ele usa muito essa palavra, seja pra lavar a pepepis, ou as mãos (que ele odeia que estejam sujas). Sim, meu filho é meio psico com limpeza e NÃO, não puxou a mãe que é até desorganizada total. Ele adora um álcool na mão, faz questão que a gente limpe a bandeja do cadeirão uma centena de vezes. Credo. Será que paguei a língua?


- BOULO - é bolo, mas também pode ser pão que ele tem usado pouco, ultimamente. Boulo é mais usado e pedido.


- PITSÁ - é o que vocês estão pensando e ele adora: PIZZA. E o mais divertido é que ele nunca pede pra mim mas para o pai. Não sei ainda por que razão, mas a pizza ele pede pro pai. hehe


- OUVO - tem dois significados: o mais óbvio que é OVO e, pasmem, também pode ser UVA. Outro dia ele abriu a geladeira e começou a pedir " Ouvo, mamanhê. Ouvo". E eu achei que ele tava querendo um ovo mexido (que ele ama), daí ele falou mais que depressa enquanto me via pegar o ovo: "Nãoooo, OUVOO. " E pegou um cacho de uvas todo feliz.


- NENÉM - sim, significa neném. O lance aqui é que o Francisco não fala o nome de nenhum amiguinho da escola, por mais que todos saibam falar o nome dele e cada um a seu modo (Ico, Titisco, tisco, tico, etc). Ele prefere simplificar e chama a todos de neném, sem exceção. Eu sempre repito o nome dos amigos, mas ele me olha e balança a cabeça dizendo neném. Então tá, filho. Vamos simplificar: neném.


- CACÁCA - é algo sujo ou quando ele não quer comer o que oferecemos, automaticamente vira cacáca.


- ISTÁTA - estátua. Eles estão trabalhando a música da Xuxa na escola e ele vem cantando sempre "istáta" e estica as mãozinhas  em gesto de pare. Lindooo. hehe.


E cada dia ele aparece com uma nova palavra. Hoje estávamos jantando e ele olhou a janela e falou "OITE" (noite), e continuou comendo como se aquela fosse só a constatação daquela nova palavra. E agora me dei conta que vou ter que ir anotando, pois não consigo me lembrar de mais nenhuma e ele tá falando outras tantas.


Acho que eu vou aprontar!!!



Por hoje acho que tá bom, né? E agora vou anotar as novas palavras pra não esquecer. hehe


bjinhos


;o)

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